quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

sessão #05: NEM EU MESMA ACREDITO

Faz tempo!

Estava com medo de virar cyber-louca. Comecei, toda vez que uma coisa me irritava, a querer vir pro blog. Daí lembrei daqueles turistas que passeiam por cidades estrangeiras com a câmera grudada no olho. Ao fim da viagem, acho que se você perguntar pra esses caras o que eles viram, vão ficar sem ter o que dizer e abrir pra te mostrar um álbum de setecentas e trinta e seis fotos da viagem de uma semana e meia.

Se estressar faz parte da vida moderna. Tenho uma amiga que se estressa com o trabalho, um ex-wanna-be-boyfriend que se estressava com o calor, minha irmã de cinco anos de idade se estressa com trânsito e a minha mãe se estressa com a minha irmã estressada  com o trânsito. Provavelmente esse pessoal todo só se irrita e eu estou definindo como estresse, mas o ponto é que ninguém está totalmente em paz. Eu, por exemplo, estou começando a suspeitar de que tenho algum tipo de sociopatia. Porque o número de vezes que me dá vontade de entrar aqui para xingar a humanidade vem começando a me assustar.

[Aliás, minha mais nova teoria é de que o estresse, mais que um mal da vida moderna, é um mal da vida em sociedade. E "sociedade" pode ser quando o primeiro neandertal viu o coleguinha de caverna pela primeira vez.]

E aí se toda vez eu quiser resolver meus incômodos com uma válvula de escape, assumindo que a válvula de escape de fato funcione, não vou viver plenamente a experiência de estar extremamente incomodada com algo. Começo a imaginar que, se a oportunidade se põe tantas vezes diante de mim, alguma coisa eu tenho que tirar dela.

Ou então estou só engolindo e regorgitando um discurso pseudo-cristão do sofrimento que enobrece para ser um pouco mais Poliana na vida.

Saúde!

e por falar em Poliana...




Não me julgue mal, não, amei! Quero pra mim (a ideia, as roupas e o batom vermelho)!










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